“Um filme à frente de seu tempo”, essa é a melhor forma de descrever essa obra-prima. Numa época onde até mesmo os bons filmes são praticamente inexpressivos, é gratificante ver um filme revolucionário.
O diretor Christopher Nolan (um dos meus cineastas favoritos, diga-se de passagem) consegue pegar um conceito de ficção-científica e colocá-lo na tela de uma forma tão realista e recheada de tensão, o que já comum de seus outros trabalhos. Inception é extremamente detalhista, um daqueles filmes que você assiste várias vezes e sempre vê algo que passou despercebido.
É alucinante como as sequências de ação e tiros, a trama científica e o drama familiar do personagem Cobb (Leonardo DiCaprio) coexistem com harmonia e, em diversos momentos, se encontram.
A única falha no filme é a escolha do elenco, um membro do elenco em especial. Leo DiCaprio faz muito bem com um personagem que, visto superficialmente, não exige muito, mas possui várias camadas. Ellen Page, Tom Hardy e Joseph Gordon-Levitt também têm boas performances, com destaque para Page, que faz uma personagem cativante. Meu problema foi com a Marion Cotillard, que é uma atriz excelente, mas me incomodou um pouco nesse filme. Não chega nem perto de estragar as cenas em que ela está, mas eu simplesmente não consigo vê-lá como uma mulher insana, fria e onipresente. Talvez a também francesa Mélanie Laurent fizesse um trabalho melhor como a sombra da defunta esposa de Cobb.
É um filme que funciona bem tanto como um passatempo quanto algo mais complexo, que fala sobre temas como escapismo e superar traumas do passado.
5 months ago, 13 December 2012 às 9:37pm