Sofia Coppola, para aqueles que não sabem, é uma diretora e roteirista nova-iorquina, filha do cineasta Francis Ford Coppola e vinda de um família de artistas (entre eles, os atores Nicolas Cage e Jason Schwartzman).
Esses dias, eu estava conversando com um amigo meu sobre por que o trabalho de Sofia Coppola difere-se da maioria e o que a torna uma cineasta tão especial. Seus filmes são muito bonitos. Não são bonitos porque mostram um romance intenso entre um cara bonitão e a mocinha. São bonitos porque são capazes de comover a audiências e fazê-la pensar sobre os temas ali tratados. Sofia tem uma sensibilidade, um senso de romantismo tão grande que é impossível não se emocionar, não se apaixonar por seus filmes.
O clássico “The Virgin Suicides”, de 1999, é trágico e trata a relação do mundo com as mulheres. “Obviamente, doutor, você nunca foi uma garota de treze anos”, diz a mais nova das irmãs Lisbon quando perguntada sobre sua tentativa de suicídio. O filme fala sobre como os homens não entendem o que se passa na mente de jovens garotas, e você embarca nessa viagem fascinante e misteriosa junto com os vizinhos das irmãs que dão nome ao filme.
Em “The Virgin Suicides”, “Lost In Translation” e “Marie Antoinette”, Coppola fala sobre a sensação de estar perdido, se não ser compreendido, de não se encaixar em algum lugar, mas sem contar três vezes a mesma história. O primeiro é sobre cinco misteriosas e fascinantes irmãs criadas por pais rígidos e que despertam a curiosidade e o desejo de seus jovens vizinhos. O segundo mostra dois norte-americanos em Tóquio, sem saber falar a língua local e se sentindo completamente solitários na multidão. O último narra a vida da rainha francesa Maria Antonieta de uma maneira bem diferente dos livros de História.
Em seu mais recente e semi-autobiográfico filme, “Somewhere”, Sofia te faz pensar sobre sua vida e suas escolhas. Johnny Marco (Stephen Dorff) é um ator famoso e leva uma vida glamorosa cheia de mulheres bonitas e Ferraris. Porém, ele é solitário e, durante uma visita de sua filha de onze anos (Elle Fanning), ele percebe que a convivência com Cleo é sua única chance de se tornar um homem decente e ter pelo menos um pouco de felicidade.
Mesmo com apenas quatro filmes (dirigidos e escritos pela própria), Sofia Coppola é considerada um dos nomes mais importantes do cinema, com seu estilo único e existencialista.
2 months ago, 10 March 2012 às 7:39pm + 2 notes